“Quinze minutos de fama, mais um pros comerciais. Depois descanse em paz”. O texto é um verso dos Titãs, mas o fenômeno descrito, o de celebridade instantânea, quem não conhece? Ninguém, no entanto, mais do que a adolescente Isabella Costa, a mineira que se tornou musa do Bahia por mostrar um pedaço do sutiã, durante frações de segundos, na transmissão, pela TV, de uma partida entre o Bahia e o Cruzeiro, sabe o que é viver exatamente essa situação. Ninguém melhor que ela experimentou, num estalar de dedos, o percurso entre o anonimato, a fama repentina e o convite imediato ao anonimato nosso de cada dia.
Uma voltinha de minissaia pela Fonte Nova e já é hora de descansar em paz.
A gangorra que todos os dias eleva e rebaixa à condição de famosa e à de ex-famosa é uma rotina que se elevou à potência indescritível com a web. O que torna o caso de Isabella só um pouquinho diferente, digamos assim, é, primeiro, o fato de ela ter estourado nacionalmente por mostrar um pedaço de sutiã, quando o comum são anônimas catapultadas à fama justamente pelo contrário: por mostrarem os peitos, sem sutiã. A segunda diferença, esta supostamente de difícil assimilação para quem dorme como uma das musas do mundo do futebol nacional e desperta do sonho com um beliscão, foi ter sido escanteada por um tsunami midiático num corpo de mulher e... sem sutiã: Fernanda Lima. A falta do sutiã e a forma dos peitos livres elevou a moça à fama mundial, que, mesmo que passe, já entrou para a história ao se tornar questão de Estado no Irã. A TV no país foi impedida de transmitir o sorteio da Fifa por conta do decote que Fernanda mostrava.
Mas, Isabella Costa não está só por ter sido ofuscada no meio da semana em que brilhava. Até a presidenta da República, Dilma Rousseff, teve que ouvir desaforos por causa da apresentadora do Sorteio da Fifa. O jornalista e comentarista esportivo Juca Kfouri não pensou nem meia vez para dizer em seu blog que chegou a ser uma falta de respeito com a presidenta colocá-la no mesmo palco onde estava Fernanda Lima. Sim, foi uma piada masculina, ressaltando a beleza da atriz e apresentadora e insinuando que qualquer outra mulher se tornaria feia num contexto semelhante. Feia para não usar um desses eufemismos usados por aqui e tão em voga para descrever mulheres que não se encaixam exatamente nos padrões estéticos e eróticos das capas de revistas. Apanhou feito mala velha, mas teve mais gente que o aplaudiu e ainda pegou carona em seu comentário para fazer deselogios físicos à presidenta.
Decotes e peitos em cena, não é por nada, não é por nada, mas, Fernanda Lima, embora continue estouradíssima, teve que retirar os seus da cena internacional. Após inflar não exatamente os corações dos homens da Fifa, foi escalada para apresentar os finalistas do prêmio Bola de Ouro 2013 e será a host do evento, em janeiro, em Zurique, na Suíça. No vídeo oficial da Fifa em que anuncia o evento, o figurino é o mais recatado possível. A blusa branca e o casaquinho marfim (aparentemente Chanel) não serão pauta da censura do governo iraniano. Na nova roupagem para a Fifa, Fernanda só não perde em simplicidade para o modo espartano como a nova apresentadora do Fantástico, Renata Vasconcellos, se dá ao luxo, com o perdão do trocadilho, de fazer suas entrevistas especiais: rabo-de-cavalo, cara quase lavada e dispensa até mesmo de um par de brincos. Quem pode, pode. Com ou sem brinco. Com ou sem sutiã.
Graduado em Letras pela UNB, Mestre em Antropologia Social pela UNB e Doutor em Antropologia pela USP. Professor Associado do Departamento de Antropologia da FFCH / UFBA. Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da UFBA; Prof. participante do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UFBA.
Adeus ao Conselho de Cultura, ou sobre o silêncio de uma despedida
No último dia 3 de dezembro de 2013 participei, pela última vez, de uma reunião do Conselho Estadual de Cultura da Bahia, que abandonei na metade do meu mandato de membro titular. Já tinha tomado esta decisão, depois de um duro exercício de paciência. Pretendia explicá-la em um pequeno discurso de despedida, mas a oportunidade não me foi dada. Desisti depois de perceber que minha fala era sistematicamente postergada em nome da discussão de assuntos alheios à pauta e à competência do colegiado – que, de resto, segundo alguns dos seus membros observaram, no tocante a esses tópicos sequer dispunha de informação satisfatória.
Nessa altura, eu já tinha dito que pretendia encaminhar à apreciação do egrégio Conselho uma solicitação de apoio da Academia de Ciências da Bahia. Ao que parece, isso não foi considerado oportuno. E quanto a meu discurso de despedida, dois breves pronunciamentos que fiz ao comentar o relatório anual do CEC-BA, em momento anterior, foram, talvez, muito sintomáticos, deixaram antever com demasiada clareza o rumo que minha última fala tomaria.
Nessas primeiras ponderações, assinalei o quadro de penúria a que o Conselho teve de conformar-se, restringindo severamente sua atuação durante o ano, por efeito do famoso e até hoje inexplicado contingenciamento das verbas do Estado. Lembrei, a propósito, que a medida atingiu com tremenda brutalidade a área da cultura, com impacto apenas atenuado por um providencial (mas precário) remendo, aliás devido, principalmente, aos esforços de nossos artistas e suas lideranças, protagonistas de um bem sucedido apelo ao Governador. Assinalei, mais uma vez, que na Bahia é crônica a mesquinhez com que assuntos de cultura são tratados pelos governantes, origem de embaraços graves para os profissionais da área, vítimas de orçamentos ridículos e de uma burocracia estúpida. Lembrei, de novo, que nosso patrimônio artístico e cultural se acha severamente comprometido, em grande parte arruinado: tal como já tinha feito várias vezes, acusei o absurdo despreparo do reduzido corpo técnico do IPAC, totalmente incapaz de dar conta de seu importante encargo. (A propósito, lembro agora que o Governo decidiu criar um Fundo de Preservação, mas o alocou à CONDER, hoje uma simples tocadora de obras: tornou assim evidente o desprestígio do nosso outrora respeitado Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural). Evoquei ainda o grotesco fracasso do Escritório de Referência do Centro Antigo, criado pela Secretaria de Cultura, lembrando que o Estado da Bahia devolveu à União trinta e sete milhões de reais destinados a obras nessa área: devolveu-os porque o referido Escritório não foi capaz de elaborar um projeto sequer para a aplicação dos recursos disponíveis.
Por último, lamentei a mutilação da Secretaria da Cultura com a transferência do Instituto de Rádio-Difusão Educativa da Bahia para a SECOM, coisa de que o Conselho sequer foi informado. Deixei claro que considero essa medida um absurdo, um atentado contra a cultura e a educação. Como uma coisa puxa outra, evoquei, ainda o triste fim do Museu de Ciência e Tecnologia. Creio que isso afeta a cultura, mas não sei se quem me ouviu participa desta crença.
Meu segundo pronunciamento aconteceu quando os técnicos do CEC-BA falaram do estado precário da sede do Conselho, com infiltrações, janelas que não se abrem, passarela quebrada, elevador que não funciona e outras belezas. Dessa vez, preferi a ironia. Também não a pude evitar no curso de uma discussão sobre as mudanças legais que alteraram a composição do Conselho: em face do ingresso iminente de mais membros, devidamente eleitos, considerou-se necessário, para adequar o conjunto à nova fórmula regimental, diminuir o número dos que ainda têm mandato a cumprir… e todavia não decidiram afastar-se. (Os que, como eu, desistiram de continuar no ilustre colegiado pelo jeito merecem agradecimentos: claro está que nossa desistência foi providencial, embora não suficiente…) O curioso problema deriva de que não se eslaborou uma regra de transição entre o status quo ante e o que o novo regimento instituiu. Propus que ela fosse produzida agora e se enfrentasse o período de exceção sem eliminar conselheiros, antigos ou novos. Como a discussão ficou muito enrolada, nem mesmo sei se minha proposta teve aprovação.
Em seguida, passou-se a discutir uma determinação da Prefeitura Municipal de Salvador, que impediria baianas de acarajé de fazer seu comércio na areia da praia. Ninguém tinha conhecimento seguro dessa regulamentação, de modo que nada se concluiu. Logo depois se iniciou um caloroso debate, também desinformado, sobre a eleição do Reitor da Universidade Católica. Tornou-se claro para mim que a escolha intempestiva desses temas e a súbita urgência de que se revestiu sua discussão anunciavam o desinteresse pelos assuntos sobe os quais eu pretendia falar. Levantei-me, então, e saí, limitando minha despedida a um aceno.
Em sessão anterior, eu tinha feito severas críticas ao Plano Estadual de Cultura que o Conselho aprovou. O texto desse “plano” arrola um longo elenco de desideratos batizados de “estratégias”, desdobradas em “ações” do mesmo teor. Ora, quem fala em estratégias deve explicitar ummodus operandi, fazeruma ponderação de meios e uma indicação de procedimentos capazes de mobilizá-los (ou até de buscá-los, quando não são disponíveis de imediato). Por outro lado, há diferença entre “ações” e “diretrizes”. Não é questão de linguagem, mas sim de seriedade e senso prático. Postos os objetivos, quem planeja precisa dizer como pretende alcançá-los. Isso pressupõe uma avaliação de procedimentos, meios e recursos. Também importa definir prioridades, ordenando-as de devidamente. Quem tem dezenas de prioridades não tem nenhuma. Ordenar ações segundo uma lista de desejos, sem pensar na exequibilidade das propostas, sem exame das condições dadas para sua realização, não é planejamento. É futilidade. De muito mais se carece para que belos desejos se tornem autênticos objetivos, capazes de traduzir-se emmetas passíveis de monitoramento e de controle social. Isso pressupõe a existência de um diagnóstico tão completo quanto possível. Mas o documento chamado “diagnóstico” apresentado aos conselheiros não merece o nome. Destacarei uma só das lacunas que o viciam: quem o lê à distância da Bahia, nem de longe faz ideia da tremenda crise hoje vivida na esfera da política cultural, em nosso Estado. Quanto a isso, o texto é silencioso, panglossiano e discretamente apologético. Mas a crise permanece grave, feroz, inegável. Em suma, fingimos ter elaborado um glorioso plano decenal, mas escusamos definir um simples e indispensável plano de emergência para fazer face à escancarada crise do momento.
Minhas palavras caíram no vazio. No mesmo vácuo se perderia meu discurso de despedida. Mas voltarei a falar aqui do que me levou a deixar o egrégio Conselho de Cultura do Estado da Bahia. Nesta página, com certeza desfrutarei de maior atenção.
Foram cinco semanas desde o Caribe – Cartagena
de Índias – até Ayacucho, com direito ás neves dos Andes.
Colômbia, Equador e
Peru em pouco mais de um mês, até parece viagem organizada tipo
Miami-Orlando-Cancun.
Com Claudine, minha velha companheira de
aventuras por países incertos, fomos desbravando paisagens a la Indiana Jones.
Quase confessamos indigestão de centros
históricos, igrejas barrocas e museus pré-colombianos. Mas... fazer o quê, se é
exatamente aquilo que era nossa meta?.
Volto no home sweet home com a perspectiva
deliciosa de um longo farniente.
Meu velho corpo cansado pede clemência. Meu
cérebro também implora por um retorno a rotina, aquela mesmo que, como a
aposentadoria, sempre declaro recusar, mas que ao longo destes quase oitenta
anos acabou fazendo seu confortável ninho a sombra de meu telhado.
Por motivos (a)culturais, o brasileiro, logo
que tem o passaporte em mãos, corre pedir visto ao rabugento consulado ianque
ou não hesita em enfrentar o mal humor das
polícias do Velho Mundo.
Dá as costas sem remorso aos verdadeiros tesouros que
esconde a América Latina.
Nem o Metropolitan nem o Louvre podem ostentar
o patrimônio do Museu do Ouro de Bogota.
Veneza não é mais emocionante que o
Machu Pichu, e sobrevoar os estranhos, gigantescos desenhos de Nazca, vale por
todos os Picassos do mundo.
Por enquanto não vou entrar em detalhes, pois
ainda preciso colocar minhas mais de duas mil fotos em ordem para ilustrar meus
escritos, mas não podia deixar de comunicar aos meus amigos, conhecidos ou não,
a importância de melhor conhecer este maravilhoso continente que nada deve aos
outros. Desertos e neves eternas, história milenar e arquitetura contemporânea,
jóias na música como na gastronomia.
E mais: as soluções encontradas pelos
colonizadores espanhóis, com freqüência em total oposição a filosofia lusitana.
Não despreza a América Latina. Você seria o
perdedor.
Assistam enquanto não tiram no ar. Este vídeo está sendo "cassado" pelo pessoal da Universal.
Humilhação. Ofensas a esposas e filhos de obreiros. Vejam a forma como a Universal pressiona seus "pastores" e suas esposas e filhos de maneira a aumentar a arrecadação.
O líder no vídeo é Walter Barbosa. Após a grande repercussão do evento na internet produziu um vídeo pedindo "desculpas" pelo ocorrido, mas daquele jeito típico da Universal: amaldiçoando quem produziu o vídeo e dizendo que o destempero foi por amor às almas aflitas... Só que a briga não era por conta das atividades de evangelização, mas da baixa arrecadação... Ops! Na Universal isto é a mesma coisa, rs!
É assim no Equador e em todo o mundo. A máfia do Edir Macedo.
Maia Plisétskaya entra en el mundo de la danza a la edad de 3 años en la Escuela de Danza de Moscú y, a pesar de un difícil ambiente familiar (su padre, judío, fue ejecutado por orden de Stalinen 1938 y su madre, la actriz Rachel Messerer, también judía, deportada con su hermano al gulag) destaca rápidamente en la escuela de danza del Teatro Bolshói, bajo la influencia de sus tíos Asaf y Salomé Messerer, ambos bailarines del ballet de dicho teatro; compañía a la que se une Maia en 1943 y de la que se convierte en primera bailarina con sólo 18 años, comenzando su carrera profesional interpretando La muerte del cisne.
Después de años de veto, emprende
giras internacionales durante las que visita países comoEstados Unidos, Francia, Reino Unido, Italia (donde fue directora del Ballet de la Ópera de Roma),Argentina (donde actuó con éxito clamoroso en elTeatro Colón (Buenos Aires) en 1975–1976 y regresó en varias oportunidades) y también en España (donde dirigió la Compañía Nacional de Danza); que le permiten conocer y colaborar con grandes personalidades y obtener reconocimiento internacional en los más importantes teatros.
Maia Plisétskaya tenia 61 años cuando este video se grabó. Observen con atención los movimientos de sus brazos y manos, impresionante!...