terça-feira, 4 de dezembro de 2012

AS ILHAS DO SENADOR


Já sei, o Elio Gaspari escreve para a Globo, portanto é mais um vendido a abominável imprensa capitalista.
Mas não custa dar uma olhadinha...

Elio Gaspari

O dilema da gerentona Dilma

Seria bom se fosse possível dizer que o governo da doutora Dilma tem tolerância zero com malfeitos. Há uma distância oceânica entre sua administração e a de Nosso Guia, mas tolerância zero é conversa fiada. Na segunda metade do mandato, seu desafio será mostrar a diferença entre suas atitudes reativas e uma verdadeira política moralizadora do governo e da nação petista. Ou o PT acaba com seus esquemas ou esses esquemas acabam com o PT, produzindo uma sucessão presidencial demarcada pelo debate da corrupção. Essa poderá ser a derradeira e benfazeja contribuição dos companheiros à política nacional. Quem pensa que o moralismo produzirá um novo Fernando Collor, engana-se. Produzirá um Joaquim Barbosa, sem conexões com a plutocracia ou acordos com usineiros.
No caso das Bolsas Consultorias do ministro Fernando Pimentel (R$ 2 milhões ao longo de dois anos), o Planalto blindou-o e alterou a composição da Comissão de Ética Pública da Presidência, que viria a arquivar o caso com argumentos constrangedores.
A quadrilha dos irmãos Vieira, que tinha um pé na sala da chefe do escritório da Presidência em São Paulo, mostra que o Planalto protegeu os malfeitores atropelando os mecanismos de defesa do Estado.
O baiano Paulo Vieira, ex-diretor da Agência Nacional de Águas, filiou-se ao PT de São Paulo em 2003, no primeiro ano de governo de Lula. No ano seguinte, tentou ser vereador em Gavião Peixoto, mas não se elegeu. Em 2005, foi nomeado assessor especial de controle interno do Ministério da Educação. Em 2009, seu nome foi enviado ao Senado para ocupar uma vaga na diretoria da Agência Nacional de Águas. Foi rejeitado. A boa norma determinava que a indicação fosse esquecida. O Planalto empurrou-o goela abaixo.
A essa época, Vieira já traficava interesses milionários do ex-senador Gilberto Miranda com o auditor Cyonil Borges, do TCU. Entrara também na rede de Rose Noronha. O nome da companheira aparecera numa lista de servidores que usavam cartões corporativos. Sua despesa, banal, fora de R$ 2.100, mas os comissários blindaram sua ida ao Congresso. Preferiram xeretar as despesas de Ruth Cardoso, para depois pedirem desculpas.
Paulo Vieira tratava dos interesses das ilhas do ex-senador Gilberto Miranda, operando nas agências reguladoras e monitorando a boa vontade de burocratas, oferecendo-lhes “mel na chupeta”. Na operação de Vieira estava José Weber Holanda, o segundo homem da Advocacia Geral da União. Ele estivera no INSS, deixando seis procedimentos administrativos no seu rastro. Em 2008, a Controladoria Geral da União estranhara a acumulação patrimonial do doutor e pedira a quebra do seu sigilo bancário. A Justiça Federal de Brasília negou o pedido, e o processo está parado.
Em 2011, no governo da doutora Dilma, Weber enganou o baronato da AGU. Estranha situação, pois, nessa época, um advogado da instituição cuidava do prosseguimento de um processo contra ele, travado por um mandado de segurança.
Em todos os episódios, os mecanismos de defesa do Estado foram esterilizados pela ação dos comissários. Até onde essa proteção deu-lhes uma sensação de onipotência e invulnerabilidade, só eles poderão dizer. Tomara que digam.
Não é esse o caso do ex-senador Gilberto Miranda. Ele ganhou a cadeira nos anos 90, com a mágica da suplência. Sua biografia tem abundantes referências à generosidade com que ajuda os amigos e ofende a Viúva. Seus learjets eram uma espécie de táxis aéreos para notáveis de Brasília. Seu palacete francês no Jardim Europa valia US$ 4 milhões. Colecionou três Rolls Royces. Tinha interesses na Zona Franca de Manaus e nas obras físicas para a rede de radares na Amazônia. Isso para não falar nas grandes aduanas do país. Referia-se ao presidente José Sarney como “Sassá” e teve um irmão no gabinete de Collor. Conhece as costuras dos bolsos da política brasileira.
Lendo-se os grampos da Operação Porto Seguro vê-se quão perto do comissariado Gilberto Miranda operava. Houve tempo em que ele dizia que “sou muito rico, não preciso de dinheiro”. Pelo visto, precisou e descobriu companheiros que também precisavam.

HOLLYWOOD FILMA UMA NOVA VERSÃO...

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

A ROSA DO PALÁCIO DA ALVORADA


Conversas com Rosemary de Noronha são bombásticas e devem complicar Lula no âmbito pessoal
http://ucho.info/wp-content/uploads/2012/11/rosemary_noronha_03.jpgBarril de pólvora – O desdobramento da Operação Porto Seguro deve ser constrangedor para o ex-presidente Luiz Inácio da Silva, devido ao teor das muitas conversas com Rosemary Nóvoa de Noronha, a quem chama carinhosamente de Rosa. A chefe de gabinete do escritório da Presidência em São Paulo, por sua vez, chamava Lula de “Tio”.
A Agência Brasileira de Inteligência descobriu ao longo das investigações que Rosemary enviava documentos para endereços em Interlagos e nos Jardins, na capital paulista, tendo como destinatários o próprio Lula e também José Dirceu, o que explica a contínua ingerência de ambos na administração de Dilma Rousseff.
Preocupada com a possibilidade de o material apreendido e os grampos serem destruídos por motivos óbvios, a ABIN já gravou tudo em um sofisticado sistema tecnológico, podendo ser resgatado a qualquer momento.
Nas 122 conversas entre Lula e Rosemary gravadas pela Polícia Federal há conteúdo de todos os gêneros, sendo que em alguns dos telefonemas o ex-presidente pode se complicar de maneira séria no âmbito pessoal. Algo muito parecido com o que ocorreu durante a Assembleia Nacional Constituinte, quando surgiu nos bastidores petistas uma tal Dra. Zeca.
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26/11/2012 | Escrito por admin
Empresário que conhece Lula declarou aoucho.info que intimidade com Rosemary Noronha é explosiva
http://ucho.info/wp-content/uploads/2012/11/rosemary_noronha_04.jpgBomba a caminho – Um renomado empresário da capital paulista, que conhece com propriedade e certa dose de intimidade Luiz Inácio da Silva e José Dirceu, disse há instantes ao editor do ucho.info que na esteira da Operação Porto Segur, da Polícia Federal, a bomba tende a estourar no colo do ex-presidente da República.
O empresário disse ainda que ao pedir à presidente Dilma Rousseff que mantivesse Rosemary Nóvoa de Noronha na chefia de gabinete do escritório da Presidência, em São Paulo, Lula não o fez somente pela confiança que tinha na funcionária e pelos inúmeros segredos que ela guardava, mas principalmente pela relação de intimidade entre ambos.
Rosemary, mesmo estando subordinada à presidente Dilma Rousseff, continuava servindo a Lula e José Dirceu. Caso as gravações feitas pela Polícia Federal vazem, Lula estará liquidado politicamente, afirmou o empresário, sob a condição de anonimato.
 
 

domingo, 2 de dezembro de 2012

SALVADOR NA FOLHA DE SÃO PAULO


Salvador enfrenta decadência e abandono
Cada vez mais violenta, engarrafada e suja, capital baiana vive declínio
                         IMG_3271.JPG
foto de urano andrade

Moradores e turistas reclamam de praias sombreadas e avanço de construções na
 orla e em áreas de mata
NELSON BARROS NETODE SALVADOR
Primeira capital e terceira maior cidade do Brasil, Salvador vive hoje uma disputa entre passado e presente.
Nessa competição, o lugar de cultura e natureza exuberantes, referência nacional de alegria, perde cada vez mais terreno para uma cidade engarrafada, suja e violenta.
Problemas afloram dos bairros de alto padrão à periferia da cidade.
Em dez pontos turísticos visitados pela reportagem, a reclamação das pessoas era constante.
Os diagnósticos ecoavam a análise do antropólogo Roberto Albergaria: a terra romanceada por Jorge Amado e cantada por Dorival Caymmi "está morrendo".
O escritor Antônio Risério também lamenta o novo pessimismo soteropolitano.
"Essa postura é recente. Por muito tempo, Salvador ocupou lugar e função de mito no imaginário nacional. As pessoas celebravam isso em termos bem narcisistas. Tinha história, beleza urbana e natural", diz Risério.
O prefeito João Henrique (PP) tem a maior rejeição entre os gestores das capitais (75%), conforme pesquisa Ibope de outubro.
Ele reconhece as mazelas, mas diz que pesquisas são "induzidas" e que é "cultural" culpar o prefeito.
"Pegue grandes expoentes da administração e bote aqui. Quero ver um Beto Richa, um Aécio Neves gerir uma cidade com a penúltima receita per capita das 26 capitais."
Os soteropolitanos e os turistas reclamam: praias estão cada vez mais sombreadas por causa de prédios.
Junto com a especulação imobiliária e problemas no trânsito, o número de homicídios supera o de São Paulo.
No Pelourinho, adolescentes são flagrados fumando crack à luz do dia, entre casarões em risco de desabar.

    LULA "VELHO CAQUÉTICO"?

    Em escuta, Rosemary diz que Lula parece 'um velho caquético'

    Portal Terra
    A ex-chefe de escritório da Presidência em São Paulo Rosemary Noronha aparece em um diálogo interceptado pela Polícia Federal dizendo que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à época se recuperando de um câncer, estava parecendo "um velho caquético". Na conversa com Paulo Vieira, ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), de maio deste ano, ela se mostra preocupada com a imagem que Lula estaria passando. 
    "É, eu já falei pra ele. Ele tem que parar de se expor em público enquanto a perna dele não ficar boa. Ele levou um tombo domingo passado dentro de casa. Ele tá parecendo um velho caquético", disse ela se referindo ao ex-presidente. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

    Rosemary: "Ele tá parecendo um velho caquético"
    Rosemary: "Ele tá parecendo um velho caquético"

    A constatação sobre a imagem de Lula se deu depois que Vieira comentou ter achado o ex-presidente abatido em um evento. O ex-diretor da ANA discorda da opinião de Rose, que responde: "Depende do canal a que você assistir. Uma coisa é você ver uma foto no jornal manipulada pelo Ricardo Stuckert (fotógrafo do Instituto Lula). Outra coisa é você ver um movimento na Globo News". O Instituto Lula disse que o tombo do ex-presidente em casa era fato de domínio público e negou que haja manipulação de imagens.
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